Todos estão fora... já sairam, há algum tempo.
No silêncio das horas, escutando a batida do relógio...
O tempo passando devagar...
Vou lentamente encontrando lembranças pelo caminho.
Lembranças que surgem e vão embora...como estrelas cadentes.
Lembro do cansaço... dos primeiros dias pós parto, ainda na quarentena.
Tinha que lavar uma duzia de mamadeiras e esterilizar...
Havia comprado uma panela para ferver todas de uma só vez.
Naquele tempo, quase não dormia, para atender a todas as solicitações das minhas duas filhas, com tão pouca diferença entre elas!
Quebrando o silencio... o telefone toca.
Como que adivinhando que estava lavando as mamadeira... minha sogra ligou.
Informando que seria melhor meu marido cuidar da esterilização das mamadeira, porque eu não teria o mesmo cuidado que ele nessa tarefa...
Fiquei surpresa.
Lembro que mesmo estranhando o fato, julguei que poderia ser um bom conselho.
Estava tão cansada!!!
Daquele tempo em diante eu permiti que ele cuidasse da esterilização das mamadeiras ...
que se tornou um hábito.
Um hábito que se tornou crença.
Crença de que não era suficientemente adequada para cuidar da minhas filhas...
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